Outra atividade solicitada no semestre passado foi a produção de um texto que dialogasse com "Vou-me embora pra Pasárgada", de Manuel Bandeira. O meu pode ser lido abaixo:
VOU-ME EMBORA PROS ANOS 60...
Vou-me embora pros anos 60. Lá eu posso ouvir o Rei cantando seu rock n' roll. Dançar eu sei que irei. Vou-me embora pros anos 60... vou-me embora pros anos 60...
No presente, eu não tenho os Reis do Iê-iê-iê pra adoçar os meus ouvidos durante as matinês.
Nos anos 60, há aventuras que não encontro por cá. Há inúmeras novidades com as quais se espantar: o homem vai para o espaço, um coração é transplantado, a Tupi transmite em cores, o MASP é inaugurado.
Há a explosão da juventude, a literatura de Kerouac, os movimentos de cinema e o teatro de vanguarda, idealismo e entusiasmo, lutas e contracultura.
Vou-me embora pros anos 60...
Com Marilyn vou cantar "Happy Birthday, Mr. President". Como estudante, vou lutar contra a ditadura militar. Audrey Hepburn, Hitchcock, Buarque, Kubrick e Tom Jobim: todos quero conhecer, isso vai ser bom pra mim.
E quando tiverem início a Guerra Fria e a do Vietnã, as mortes de Kennedy e Luther King, jamais eu me entregarei. Músicas do Rei ouvirei e, então, relaxarei.
Vou-me embora pros anos 60...
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